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Não-metais

Os não-metais formam uma das três categorias de elementos químicos (as outras duas são os metais e os metalóides) segundo a classificação pelas propriedades de ionização e de ligação química. Estas propriedades derivam do fato dos não-metais serem altamente eletronegativos, isto é, de ganharem elétrons de valência de outros átomos mais facilmente do que libertam os seus.
Os não-metais são, por ordem de número atômico:
· hidrogênio (H)
· carbono (C)
· azoto (N)
· oxigênio (O)
· flúor (F)
· fósforo (P)
· enxofre (S)
· cloro (Cl)
· selênio (Se)
· bromo (Br)
· iodo (I)
· astato (At)
A maior parte dos não-metais encontra-se na parte superior direita da tabela periódica. A exceção é o hidrogênio, que é em geral colocado na extremidade superior esquerda com os metais alcalinos mas se comporta como um não-metal na maior parte das circunstâncias. Ao contrário dos metais, que são condutores de eletricidade, um não-metal pode ser um isolador ou um semicondutor. Os não-metais podem formar ligações iônicas com os metais ao ganharem elétrons, ou ligações covalentes com outros não-metais. Os óxidos dos não-metais são ácidos.
Só existem 12 não-metais conhecidos, o que contrasta com mais de 80 metais, mas são os não-metais que constituem a maior parte da Terra, em especial das suas camadas exteriores. Os organismos vivos são compostos quase exclusivamente por não-metais. Muitos não-metais (hidrogênio, azoto, oxigênio, flúor, cloro, bromo e iodo) são diatômicos e a maior parte dos restantes são poliatômicos.

Os não-metais
A 25ºC, cerca da metade dos não-metais são gases. Com exceção do bromo, que é líquido, todos os demais são sólidos.
O oxigênio, o nitrogênio, o cloro e o flúor são não-metais gasosos; o carbono, o iodo, o fósforo, o enxofre, o selênio e o astato são não-metais sólidos.
Entre os não-metais, há o grupo dos halogênios: flúor, cloro, bromo, iodo e astato. Eles reagem com metais e formam sais. O sal comum, por exemplo, é formado pela combinação de cloro com sódio.
Os não-metais não são tão bom condutores de eletricidade ou calor, como os são os metais, os sólidos geralmente quebram ao tentarmos dobrá-los. Possuem ponto de fusão inferior aos do metais (com exceção do carbono, na forma de grafite ou diamante). Geralmente não reagem com ácidos diluídos.


Veja agora alguns não-metais que são essenciais para nossa saúde:

Cloro
Porque precisamos?
Atua com o sódio e o potássio no equilíbrio hídrico. Também, com estes elementos, atua na pressão osmótica.
Se não ingerimos...
Fraqueza muscular, perda de apetite, letargia.
Onde encontramos?
Sal de mesa, alimentos provenientes do mar, ovos, leite.

Cloro
O gás cloro foi pela primeira vez preparado por Scheele em 1774, ao aquecer ácido clorídrico com dióxido de manganésio. Era libertado um gás amarelo esverdeado que Scheele pensou ser um composto. Lavoisier batizou a nova substância de ácido oximuriático pois pensava que ele era formado pela adição de oxigênio ao ácido clorídrico de uma maneira análoga à conversão do ácido sulfuroso em ácido sulfúrico por oxidação (note-se que Lavoisier acreditava que todos os ácidos continham oxigênio). Esta interpretação errônea foi consolidada pela investigação de Berthollet que, em 1785, verificou que, quando uma solução aquosa de cloro era colocada à luz do sol, libertava oxigênio. Os químicos Gay-Lussac e Thénard, em 1809, passaram o gás puro e seco por carbono ao rubro mas não o conseguiram separar em componentes. Davy, em 1810, tentou novamente decompor o gás, tendo as suas tentativas falhado e provando, assim, que o ácido oximuriático de Lavoisier era uma substância elementar. Chamou-lhe cloro, do grego "Khloros", que significa amarelo esverdeado.



Aplicações
O cloro é aplicado principalmente na purificação de águas, no branqueamento durante a produção de papel e na preparação de diversos compostos clorados:
· Um processo de purificação de águas amplamente utilizado é a cloração. O agente é o ácido hipocloroso , HClO , que se produz dissolvendo cloro na água e regulando o pH.
· Na produção de papel se emprega cloro no branqueamento da polpa, apesar de estar sendo substituido pelo díoxido de cloroClO2.
· Uma grande parte de cloro é empregado na produção de cloreto de vinila, composto orgânico usado como matéria-prima para a obtenção de policloreto de vinila, conhecido como PVC.
· Se usa para a síntese de numerosos compostos orgânicos e inorgânicos como, por exemplo, o tetracloreto de carbono, CCl4, o cloroformio, CHCl3, e diferentes halogenetos metálicos. Também é empregado como agente oxidante.
· Preparação de cloreto de hidrogênio puro, que pode ser obtido por síntese direta: H2 + Cl2 → 2HCl.



O cloro no dia-a-dia
Você ou alguém de sua casa já deve ter utilizado, alguma vez, para fazer limpezas difíceis, um produto comercial, chamado "cloro", caso não, com certeza já deve ter ouvido falar à seu respeito.
Você sabe do que se trata este produto? Será que ele é o cloro, Cl que se localiza na família dos halogênios, possui massa molar igual à 35,5g e número atômico 17, que está localizado na tabela periódica?
Bem, muitos acreditam que realmente o "cloro" comercial é o mesmo cloro da Química, aquele de compostos químicos, tais como o cloreto de sódio (NaCl), ou o DDT, no entanto, este composto com a denominação de cloro nada mais é do que uma solução de um sal, o hipoclorito de sódio (ClO-Na+) e não Cl2.
O cloro livre se apresenta como um gás que possui a coloração amarelo esverdeado, sendo ele venenoso e utilizado como uma arma química (uma de suas aplicações). Seu nome origina do grego chlorós, que significa "amarelo esverdeado". Ele é, geralmente, encontrado na natureza, em combinações, tais como cloretos, sendo estes cloretos encontrados em minerais, como a halita (NaCl), a silvita (KCl) e a carnalita KCl · MgCl2 · 6H2O, que são encontrados em depósitos subterrâneos, (nas minas de sal). Na Rússia existe uma grande obtenção de NaCl a partir de minas de sal. O NaCl também é obtido a partir de oceanos, que é a principal forma de obtenção do NaCl no Brasil, sendo que o NaCl é o principal componente do sal de cozinha, que apresenta também KCl e outros sais, mas em menores proporções, além do iodo, que é uma exigência do ministério da saúde para diminuir a incidência de tireóide ou bócio na população. O iodo é adicionado na forma de um sal de iodo, geralmente o KI.
O NaCl é a principal forma de se encontrar o cloro na natureza, ou seja, a principal fonte de obtenção de cloro é a partir do cloreto de sódio.
O cloro industrial (Cl2) é produzido principalmente, pela eletrólise do NaCl fundido ou em solução, sendo assim, o Cl2, ou seja o gás cloro é muito difícil de se encontrar na natureza em concentrações favoráveis.
Foi possível, então, perceber que o cloro que é vendido no comércio, não é realmente cloro, mas sim uma solução de um sal de cloro e que possui um nome fantasia - "cloro".


IODO NO SAL
O iodo é um micro-nutriente essencial à síntese de hormônios da glândula tireóide, desempenhando um papel único na prevenção dos “Distúrbios por Deficiência de Iodo – DDI”, como bócio, cretinismo, surdez, retardo mental e abortos prematuros. Há três décadas, vêm sendo adicionado ao sal destinado ao consumo humano para suprir suas possíveis deficiências na população brasileira.A falta dos hormônios produzidos pela glândula tireóide, reguladores do crescimento e desenvolvimento de nosso corpo, podem causar sérios danos ao organismo. A falta do iodo prejudica a produção de tiroxina e triiodotironina e quando isso ocorre, a glândula tireóide, para compensar, intensifica sua atividade secretora, aumentando de tamanho, ocasionando o que denomina-se bócio. Esta anomalia, em seu estado avançado, é observada pelo aumento do volume do pescoço, sendo chamada popularmente de papo ou papeira.As populações que habitam locais próximos do litoral têm menor probabilidade de serem acometidas pelas DDIs, pois são beneficiadas pelo iodo presente em produtos do mar e no solo. Assim, no Brasil, as regiões onde se verifica maior ocorrência das DDIs são o Centro-Oeste (principalmente Goiás e Mato Grosso do Sul), oeste da Bahia, nordeste de Minas Gerais, interior do Maranhão e de Tocantins – regiões que, além de distantes do mar, tem maior dificuldade de acesso a sal de qualidade e onde registram-se casos de consumo do produto destinado a ração animal.A UNICEF recomenda que crianças na faixa etária de zero a sete anos, consumam 0,09mg de iodo; pessoas com idade entre sete e 12 anos, uma quantidade equivalente a 0,12mg e maiores de 12 anos, 0,15mg do nutriente por dia. Em gestantes ou lactantes, essa necessidade aumenta para 0,2mg por dia.Em um adulto, o bócio é causa de apatia, falta de disposição e fadiga, porém a carência de iodo durante a gestação e até os primeiros anos de vida, implica em sérios danos ao sistema nervoso da criança – como o mau desenvolvimento do cérebro. O resultado são distúrbios no organismo, caracterizados por retardamento mental, QI abaixo da média, deficiências de crescimento, espasmos e convulsões, podendo chegar ao ápice emblemático das DDIs, que é o cretinismo.É considerado próprio para o consumo humano, o sal com teor igual ou superior a 20mg de iodo por quilograma do produto, até o limite máximo de 60mg de iodo por quilograma do produto, conforme regulamentação do Ministério da Saúde (Resolução ANVISA - RDC nº 130, de 26/05/2003). O processo de análise fiscal quanto ao teor de iodo no sal, de atribuição das Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, é extremamente rigoroso: a operação tem início com a coleta das amostras do produto exposto no ponto de venda, que seguem para análise do teor de iodo nos Laboratórios Centrais – LACENs (Instituto Adolfo Lutz em SP, Laboratório Noel Nutels e Fundação Oswaldo Cruz no RJ). Na hipótese do produto não estar de acordo com a legislação, o resultado é divulgado, o lote de fabricação segregado e tem sua venda interditada e suspensa. O produtor poderá exercer o direito de análise da contra-prova e, se confirmado o resultado insatisfatório, todo o lote será apreendido e inutilizado.

IODO
O iodo foi descoberto em Maio de 1811, pelo químico francês, Bernard Courtois, que estava encarregado de produzir nitrato de potássio para os exércitos de Napoleão. O processo de Courtois consistia na conversão de nitrato de cálcio, oriundo de depósitos de salitre, em nitrato de potássio, por intermédio da potassa. Esta era obtida a partir das cinzas de algas marinhas. Courtois verificou que quando lavava essas cinzas com ácido sulfúrico, para extrair certas impurezas, surgia um leve fumo que se condensava nos instrumentos de cobre, corroendo-os. Posteriormente observou a formação de um precipitado, que ao ser aquecido dava origem a um vapor de cor violeta. As propriedades desta nova substância foram primeiro investigadas por F. Clement e J. B. Desormes e posteriormente por Gay-Lussac, que a identificou como um novo elemento. Gay-Lussac chamou-lhe iodo, que deriva da palavra grega para violeta.
Desde a sua descoberta que o iodo tem vindo a contribuir para o desenvolvimento da tecnologia química. Destacam-se as pesquisas de Hofmann em química orgânica sintética, bem como as de Williamson, Wurtz e Grignard, em meados no século XIX.




Flúor

Apesar dos compostos de flúor serem bastante comuns e conhecidos há bastante tempo, foi apenas em 1886 que foi descoberto um método para remover elétrons aos iões de flúor para formar o flúor elementar. Em 1860 Gore conseguiu libertar pequenas quantidades do gás, mas as dificuldades inerentes ao processo de produção do flúor foram apenas superadas em 1886 por Henri Moissan, que isolou a substância por electrólise do ácido fluorídrico tornado condutor pela adição de fluoreto de potássio e hidrogênio. O nome flúor provém do latim fluo ("que corre"), por causa da utilização do fluoreto de cálcio como dissolvente.

Flúor

O flúor é um elemento químico, símbolo F, de número atômico 9 ( 9 prótons e 9 elétrons ) de massa atômica 11 u, situado no grupo dos halogênios ( grupo 17 ou 7A ) da tabela periódica dos elementos. É um gás a temperatura ambiente, de coloração amarelo-pálido, formado por moléculas diatômicas F2. É o mais eletronegativo e reativo de todos os elementos. Na forma pura é altamente perigoso, causando graves queimaduras químicas em contato com a pele




Aplicações
Até ao começo da II Guerra Mundial não havia produção comercial de flúor tendo apenas sido as aplicações na tecnologia dos combustíveis nucleares que criaram as maiores necessidades. Efetuaram-se, então, progressos técnicos consideráveis que hoje permitem a produção, armazenamento e transporte, à escala da tonelada, em condições de segurança satisfatórias.
Sob o ponto de vista industrial, o flúor utiliza-se no fabrico de compostos orgânicos fluorados com diversas aplicações: plásticos resistentes a temperaturas elevadas (teflon), produtos farmacêuticos, em particular hormonais, pastas dentífricas, fluidos refrigerantes e veículos para aerossóis, etc. Estuda-se também a aplicação do flúor elementar como combustível para propulsão de foguetões.

Flúor e Cárie Dentária
O esmalte dos dentes é sólido. Consiste de vários filamentos juntos feitos de minerais. Quando come, as bactérias presentes na boca, formam ácidos no exterior do dente que entra para dentro dos filamentos do esmalte. Este processo de desmineralização pode produzir um ponto fraco na superfície do dente. Caso não se trate, pode surgir cárie no esmalte criando uma cavidade.O flúor ajuda a prevenir a cárie dentária abrandando a quebra do esmalte e acelerando o processo natural de remineralização.
O seu dentista pode recomendar tratamentos com flúor em casa para inverter o processo de formação de cárie. Se o ponto fraco não for tratado, pode formar-se uma cavidade, que necessitará de ser restaurada. Se se permitir que a cárie se espalhe, pode penetrar na raiz e na câmara pulpar (nervo), causando um abcesso, sendo necessário um tratamento do canal da raiz.

PROGRESSÃO DA CÁRIE DENTÁRIA

A cárie dentária muitas vezes começa nas superfícies de mastigação, entre os dentes e nas raízes expostas.
Caso não seja tratada, a cavidade fica maior.
A cárie espalha-se sob o esmalte e pode destruir a estrutura dentária.
A cárie infecta os tecidos e pode surgir um abcesso.
O uso de uma pasta dentífrica com flúor pode ajudar a prevenir a cárie dentária na sua fase inicial.
As fontes comuns de flúor são a água com flúor, as pastas de dentes, os comprimidos de flúor e os colutórios para bochechar. Informe-se com o seu dentista, sobre o método que melhor se aplica ao seu caso.


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